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Salário de professores estaduais: veja os valores em todos os estados em 2025

Por Mais Aprovação

Publicado em: 09/10/26

O salário de professores estaduais varia significativamente entre as redes públicas, segundo levantamento nacional com dados de 2025.

A remuneração inicial média dos professores das redes públicas estaduais chegou a R$ 6.212,36 em 2025, sem considerar gratificações e outras vantagens pecuniárias. Os valores constam no estudo Planos de Carreira e Remuneração do Magistério: Redes Públicas Estaduais — 2025, elaborado pelo Movimento Profissão Docente.

O levantamento compara as carreiras do magistério nos 26 estados e no Distrito Federal. Para permitir a comparação, os valores foram ajustados para uma jornada de 40 horas semanais e consideram professores com licenciatura plena.

A análise abrange estatutos, planos de carreira, leis e normas estaduais, com reajustes vigentes até novembro de 2025. Informações selecionadas também foram submetidas à validação das secretarias estaduais de Educação, com respostas de 20 redes.

Atenção ao período: a tabela apresenta dados das carreiras em 2025. Ela não corresponde necessariamente aos salários vigentes em 2026. O piso nacional usado pelo estudo foi o de 2025, de R$ 4.867,77. Em 2026, o piso nacional passou a R$ 5.130,63 para jornada de até 40 horas semanais.

Qual era o salário dos professores estaduais em 2025?

A remuneração inicial média sem gratificações foi de R$ 6.212,36, valor 28% superior ao piso nacional do magistério de 2025.

Quando são incluídas as gratificações extensíveis a todos os docentes em regência de classe, a média inicial sobe para R$ 6.599,46.

Indicador nacional Média em 2025
Remuneração inicial sem gratificações R$ 6.212,36
Remuneração inicial com gratificações gerais R$ 6.599,46
Remuneração final sem gratificações R$ 9.338,16
Remuneração final com gratificações gerais R$ 9.799,53
Remuneração inicial média em tempo integral nas redes com gratificação específica R$ 7.296,41

Salário dos professores em todos os estados

A tabela abaixo apresenta a remuneração inicial e final dos professores com licenciatura plena em cada rede estadual. Os valores estão ajustados para uma jornada de 40 horas semanais e não incluem gratificações.

Na remuneração inicial, o estudo considerou os abonos destinados ao cumprimento do piso nacional. Já a remuneração final corresponde à última referência da carreira para professores com licenciatura plena, sem considerar titulações adicionais.

Estado UF Remuneração inicial Remuneração final
Acre AC R$ 5.370,35 R$ 8.753,67
Alagoas AL R$ 5.767,15 R$ 8.180,81
Amapá AP R$ 6.600,98 R$ 12.862,91
Amazonas AM R$ 5.631,18 R$ 6.468,47
Bahia BA R$ 4.965,24 R$ 6.396,58
Ceará CE R$ 4.961,73 R$ 12.538,03
Distrito Federal DF R$ 6.427,71 R$ 9.658,78
Espírito Santo ES R$ 5.685,97 R$ 7.781,70
Goiás GO R$ 5.160,49 R$ 6.809,15
Maranhão MA R$ 8.452,03 R$ 10.755,56
Mato Grosso MT R$ 7.343,44 R$ 11.676,09
Mato Grosso do Sul MS R$ 13.007,12 R$ 26.586,54
Minas Gerais MG R$ 4.867,97 R$ 6.878,30
Pará PA R$ 8.289,86 R$ 8.757,40
Paraíba PB R$ 6.944,09 R$ 8.136,11
Paraná PR R$ 4.920,55 R$ 5.987,74
Pernambuco PE R$ 5.841,91 R$ 8.391,82
Piauí PI R$ 4.984,17 R$ 5.090,10
Rio de Janeiro RJ R$ 4.867,77 R$ 6.967,08
Rio Grande do Norte RN R$ 6.814,88 R$ 10.570,80
Rio Grande do Sul RS R$ 5.111,05 R$ 6.710,68
Rondônia RO R$ 5.118,41 R$ 6.653,93
Roraima RR R$ 7.700,47 R$ 9.359,97
Santa Catarina SC R$ 5.026,80 R$ 5.148,72
São Paulo SP R$ 5.565,00 R$ 14.469,00
Sergipe SE R$ 6.176,76 R$ 6.732,92
Tocantins TO R$ 6.130,70 R$ 13.807,51

Fonte: Movimento Profissão Docente. Valores de 2025 ajustados para jornada de 40 horas semanais, considerando professores com licenciatura plena e sem gratificações.

Diferença entre as redes estaduais chama atenção

Mato Grosso do Sul apresentou tanto a maior remuneração inicial quanto a maior remuneração final sem gratificações: R$ 13.007,12 e R$ 26.586,54, respectivamente.

Na outra ponta, o Rio de Janeiro tinha a menor remuneração inicial, com R$ 4.867,77. No fim da carreira, o menor valor foi identificado no Piauí, com R$ 5.090,10.

Os números não significam que todo professor recebia exatamente o valor indicado. A remuneração efetiva pode variar conforme titulação, tempo de serviço, jornada, função exercida, gratificações específicas e regras locais.

Estudo mapeou 180 gratificações e adicionais

Ao todo, foram identificadas 180 vantagens pecuniárias, entre gratificações e adicionais. Em 21 das 27 redes analisadas, havia cinco ou mais vantagens. Quatro redes reuniam mais de dez parcelas desse tipo.

Segundo o estudo, o excesso de rubricas dificulta a compreensão da remuneração, a gestão da folha e o planejamento da carreira.

O documento também diferencia vencimento básico, subsídio e remuneração. Uma gratificação pode aumentar o valor mensal recebido sem produzir o mesmo efeito na aposentadoria. Por isso, a remuneração com vantagens não deve ser confundida com o vencimento básico incorporável.

Jornada de 40 horas aparece em 74% das redes

O levantamento também analisou a organização do trabalho docente. Entre os resultados:

  • 63% das redes mantinham duas jornadas de trabalho;
  • 74% previam jornada de 40 horas semanais;
  • todas destinavam pelo menos um terço da jornada à hora-atividade;
  • em 55% das redes, o professor precisava cumprir na escola ao menos metade da hora-atividade;
  • somente nove redes organizavam dias fixos para planejamento coletivo e formação continuada.

As nove redes do último grupo são Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Paraná.

Progressão na carreira ainda enfrenta desafios

A titulação era o critério de progressão mais comum, previsto em 25 redes. A avaliação de desempenho aparecia nos planos de carreira de 22 redes, mas era efetivamente implementada em apenas 12.

A amplitude temporal média das carreiras era de 25 anos. O Amapá apresentava o percurso mais longo, com 36 anos, enquanto o Piauí tinha o menor, com 12 anos.

Professores ainda não alcançaram equiparação salarial nacional

O relatório também retoma a Meta 17 do Plano Nacional de Educação, que previa a equiparação do rendimento médio do magistério público ao de outros profissionais com escolaridade equivalente.

De acordo com os dados do Inep utilizados no estudo, essa relação avançou de 65,2% em 2012 para 86,1% em 2024. A meta nacional ainda não havia sido atingida. Em 11 estados, entretanto, a média dos professores já superava a dos demais profissionais de nível superior.

Como consultar o estudo completo

O relatório apresenta informações detalhadas sobre jornada, progressão, avaliação de desempenho, remuneração, gratificações e tempo necessário para chegar ao topo da carreira em cada rede estadual.

Acessar o estudo completo

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